Buscar
  • Projeta Comunicação

Solteiras...



Nos dias de hoje, diversos métodos são apresentados e cursos são vendidos para que mulheres solteiras treinem habilidades sociais e repertórios de sedução para não estarem sozinhas. É uma condição (a solteirice) que, em determinado momento ou lugar, pode se tornar motivo de desconforto.

Um dos estigmas mais difundidos no social é o que diz que a mulher que não se casou ficou para “titia”. Ser “titia” é ser aquela que não foi interessante o suficiente para encontrar um parceiro e, portanto, não possui vida afetiva e nem sexual, engano. Atualmente, isto é uma crença não verdadeira. A maioria das mulheres que estão sozinhas hoje é de classe social privilegiada, moram nas grandes cidades, são independentes, consumidoras e pensantes. Fazem com os seus corpos aquilo que desejam e se responsabilizam por suas escolhas. Querem dividir a vida com alguém, mas por vezes não conseguem esperar o homem certo. A corrida desenfreada contra o relógio biológico pode colocar algumas pessoas do gênero feminino em situação de pouca reflexão para encontrar o par com quem poderão construir uma família. Isto se explica pelo fato de que esta nova mulher ainda está em transição, pois possui anseios de compromisso e sonha em construir uma família de acordo com modelos tradicionais aprendidos. Ao mesmo tempo, luta por seus direitos, busca a emancipação e quer uma carreira sólida em pé de igualdade com os homens.

Por vezes, fazem escolhas afetivas insatisfatórias por pouco conhecimento de si ou por acreditarem serem mesmo inadequadas, e veem no “ser um casal” um status a ser seguido, pois somente terão valor e estima se estiverem acompanhadas. O casamento acontece, mas os problemas no matrimônio não tardam a aparecer e, novamente sozinhas ao se divorciarem, tentam outros relacionamentos, buscando, agora, um novo modelo de união fora dos padrões tradicionais.

Independentemente dos motivos que as levem a buscar parcerias, é preciso questionar-se a respeito do que se quer verdadeiramente. Estar acompanhada apenas por uma questão social e de status ou por incapacidade de lidar com a própria carência, é tão defensivo quanto o extremo oposto de nunca estar com alguém porque aquilo que se busca no outro é irreal de tão idealizado, e por causa disto não se encontra ninguém a “altura”.

Penso que as pessoas podem ser livres se quiserem, podem escolher viver sua sexualidade da maneira que preferirem, caso não haja agressão e desrespeito a ninguém. Podem adaptar-se a estarem sós sem a obrigação de terem que se enquadrar num modelo tradicional de relação vigente desde muito tempo atrás. Podem questionar a si e os próprios desejos, e então escolher de acordo com os mesmos.

Neste processo o mais importante é se conhecer e se respeitar. Aceitarmos como somos nos possibilita agir com espontaneidade e sinceridade. Pessoas autênticas que sustentam aquilo que originalmente são, despertam respeito e admiração.

3 visualizações

Estou aqui para te ajudar a resolver seus problemas

© 2020 por Projeta Comunicação

ic_insta.png
ic_face.png
ic_youtube.png
ic_whats.png